Norwegian Wood

type: book
id: norwegian-wood--murakami
title: Norwegian Wood
author: murakami
year: 1987
pages: 296
language: japanese
format: novel
setting: tokyo, hamburg
reading_history:
  • date_start: 2025-07-19
    date_finish: 2025-08-24
    status: finished
    media: ebook
    language: english

tags

1st-person-narrative
suicide
male-protagonist

notes

todo texto ta aqui só falta limpar

ch 1

watanabe, in the present, 37yo, lands in hamburg and hears norwegian wood playing. remembers of his past, in 1969.
his friend, kizuki, suicided and wata started taking walks with naoko, kizuki's girlfriend.
watanabe retells/relives a memory of walking in a forest with naoko, where they have to keep holding hands otherwise naoko fears she might fall in a well between the clearing and the edge of the woods. this scene never really is placed in the continuity of the book but sets up the theme of the forest meaning death.

beatles, norwegian-wood

ch 2

watanabe has a roommate nicknamed stormtrooper. lives in a dorm.
wata reads, studies, sees naoko on sundays.
wata and naoko have sex on her 20th birthday. the sex was weird.
naoko dissapears.

ch 3

naoko sends a letter to watanabe, she went to a sanatorium in the woods. wata writes back.
wata meets midori. midori is very different from naoko.
midori means green, somehow keeping in theme with woods

naoko being in a sanatorium in the woods puts her closer to death.
naoko is frail and taciturn while midori is vibrant. her name means green but is a different green than the "forest green".
naoko and wata still mourn the past and are connected by kizuki, midori forms a triangle and lives in the present.

ch 4

watanabe visits naoko in the hospital. this is a different hospital, there are healer roles but they are not traditional doctors.
wata meets reiko, she is naoko's older roommate and healer.
wata and reiko can't stay together by themselves but it happens and they have a more comfortable, private talk. at night naoko shows herself naked to wata.

watanabe conta para reiko e naoko sobre seus encontros de sexo casual. murakami mantem um afastamento moral dos seus relatos, como narrador, e raramente parece tecer conflitos entre personagens. aqui temos o mesmo mas naoko e reiko formam uma leve oposição a conduta de wata, que o leva mais na frente a pensar que ele pode esperar por naoko se o que ele quer é ficar com ela.

murakami more than once in his writting denies psychology and therapy in favor of his whimsical/weird/magical realism approach however his characters are not any better for it.

the time wata spends with reiko seems much longer than the time spent with naoko, in the end he spends very little quality time with naoko. they talk about kizuki and sleeping together.

ch 5

watanabe goes back to tokyo. meets nagasawa. he is a senior with good grades, women and plans for carrer. he has a girlfriend but goes out to party and meet women often. he invites watanabe, which makes a habit of going out and meeting women too, only for sex.
wata also grows closer to midori. she flirts often but leaving clear that she has a boyfriend, and wata also states that he has a girlfriend but his situation with naoko is much more strange and undefined.

ch 6

Summary: Midori’s father is hospitalized; she leans on Toru for company, then lashes out when he disappoints her at a critical moment. Toru keeps writing Naoko, trying to be steady for both women as he floats between dorm, jobs, and bars with Nagasawa.

Analysis: The chapter maps Toru’s ethical problem: reliability. Care isn’t an intention; it’s showing up on time. Murakami tests whether Toru can convert empathy into action.

ch 7

Summary: On a second visit, Toru spends longer at the sanatorium. Reiko opens up about her past as a pianist and the derailments that followed; evenings of guitar and singing offer fragile happiness. Toru and Naoko pledge patience, but her illness remains mercurial.

Analysis: Reiko’s storytelling reframes “breakdown” as biography, not failure. Music again binds memory to presence, offering a temporary home. Love here is a promise measured in seasons, not scenes.

ch 8

corta a palma da mao no trabalho.
janta com naga e hatsume

reflete sobre como a triade com naga e hatsume é uma repeticao da triade com naoko e kizuki.

hatsumi também se suicida depois e eles também jogam sinuca. travando mais paralelos.

oportunidade de aprendizado para wata?

beneath-the-wheel--herman-hesse

Summary: Campus turmoil escalates; Toru moves out, drifts through temporary housing, and keeps seeing Nagasawa, whose parties grow emptier. Hatsumi confides her fears. Midori has a boyfriend, yet keeps testing Toru’s heart.

Analysis: The student-movement backdrop is purposefully unfixed: public upheaval vs. private dislocation. Toru’s quietism is both refuge and flaw; he avoids grand ideologies but also decisive commitments.

ch 9

Summary: Midori’s father declines and dies. Toru supports her through funeral logistics and grief; their intimacy spikes, then stalls. Letters from Naoko continue, tender but unstable.

Analysis: Death, again, presses the question: Will Toru step fully into the living? Midori’s need is immediate and embodied; Naoko’s need is interior and slow. The novel refuses a neat moral ranking.

ch 10

Summary: News arrives: Naoko has taken her own life. Reiko writes to Toru, describing the aftermath and encouraging him to keep going. Toru staggers into a long, disoriented mourning—work, wandering, silence.

Analysis: The novel’s central loss lands late, emphasizing that grief is cumulative. Murakami treats suicide without spectacle, focusing instead on those left behind and the ethics of remembering without being consumed.

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trecho de audio

Eu estou no capítulo 10 de Norwegian Wood, e eu acredito que a morte dos personagens que se mataram vai... E a morte até do pai de Midori vai trazer uma linha de foreshadowing, de que a gente vai ter a morte de Naoko, né, no final. E essa coisa da floresta, dela estar à beira da floresta no começo, no prólogo, né, e ter aquela coisa de cair no fundo do poço é um pouco de foreshadowing desse momento. No capítulo 9 ou 10, Naoko fala sobre como às vezes ela está triste e vozes falam na cabeça dela, né. Então eu acho que a grande coisa da história, o grande arco é essa vida de Watanabe marcada por suicídios, né. Por outro lado, tem muito a questão do sexo e da sexualidade, que eu não acho que é um comentário, nem um ponto de história. Eu acho que é um fato da realidade que Murakami consegue expressar, e me deixa um pouco em dúvida. Eu fico achando que às vezes é um pouco demais o que ele está realizando, usando o livro como autor para realizar seus próprios desejos sexuais de uma forma bastante gráfica. Mas eu fico dividido, porque existe reflexão sobre esses momentos, né. Claro que a criação de um personagem como Midori, que tem tantos desejos sexuais à flor da pele, soa um pouco gratuita. E às vezes isso me incomoda, parece que é só o autor querendo explorar esse lado da própria psique, né, se autossatisfazer. Mas eu entendo que a gente tem um personagem humano, que eu não sei se Murakami reflete sobre isso, mas que é genuinamente um homem frágil, né, que se interessa mais por quem está indisponível. Do meu ponto de vista ocidental, brasileiro, eu não consigo ler nas palavras do livro o que torna Naoko particularmente especial. É algo pré-determinado desde o prólogo, porque o livro se inicia com essa grande memória de Naoko. Mas Naoko, relacionado com Naoko, é marcado de impossibilidades e estranhezas e uma incapacidade de se comunicar bem, quando eles desejam mais um ao outro, justamente quando o ambiente não pode deixar que eles consumam o fato, né. E o primeiro sexo deles, quando eles podem transar à vontade, é frágil e traumático. Midori é o outro lado, né. Midori é uma mulher que está muito interessada nele, mas de uma forma platônica. E ele não faz avanços a partir do momento que ele sabe que ela tem namorado e fica sustentando, o livro fica sustentando esse platonismo. De novo, eu acho que é um pouco barato, porque é um livro longo, com muitas repetições dos momentos onde Midori fica teasing, né. Não sei como fala em português. Fica indo até um limite, uma linha limítrofe de açoitar o Atanabe com as fantasias sexuais dela. Embora ela acaba também sendo muito racional sobre isso e dizendo que ela tem essa fantasia ou vontade de dominar dessa forma e que o namorado dela não dá vazão a isso. É tudo um pouco etéreo e Midori é mentirosa, porque ela já mentiu uma vez. E confessou sem remorso, de certa forma. Então, eu não sei se algo impede que ela minta de novo, né. Ela é uma personagem que a gente não pode confiar tanto. E aí, bem, tem as outras mulheres que estão ali, né, para mostrar que sexo não é difícil. Eu acho que pela cultura. A gente vê uma cultura japonesa bastante liberal, pelo menos nos estudantes, né. Claro que existem outros facetas, mas a gente vê que ele tem acesso a uma cultura, de certa forma, bastante livre. Onde ele pode fazer sexo com praticamente quem ele quiser. E ele se expressa de forma bastante tranquila a respeito do que ele quer ou não quer fazer. A namorada de Nagasawa é um contraponto. Eu acho que o próprio personagem percebe como Nagasawa e namorada juntos estabelecem um espelho para o relacionamento que o Adanave teve com Naoko e Kizuki. Ele percebe isso e eu acho que tem uma vontade de não repetir. Uma coisa que incomoda um pouco é que é um pouco meio jump scares, né. A cada momento com Midori ou cada certo momento com Naoko fica uma tensão no ar de que talvez ele consiga transar. Ou a gente sente o que Naoko quer ou o que Midori quer e fica um pouco essa tensão no ar. De se eles vão de fato consumar ou não. E eu acho que com a namorada de Nagasawa é diferente porque ele se percebe participando dessa nova repetição em várias esferas. Tanto na do suicídio, como na repetição de hábitos e como na repetição de um papel sendo amigo de um casal. E ele tem a oportunidade de ir na casa da namorada de Nagasawa, mas ele evita. Quer dizer, nessa cena tem riscos, a gente sente um risco de ah, vai rolar um sexo aqui. Essa menina vai querer transar com ele. Mas isso não é consumado, né. Então o personagem não parece interessado e tem algum certo tipo de autocontrole. A partir daí eu acho interessante que o personagem se convence da desnecessidade de ficar transando tanto por aí com outras mulheres. Que é uma coisa que ele já tinha se questionado antes. Porque ele foi introduzido a esse hábito, não por vontade própria, mas pelo amigo. E ele passa por um breve momento no capítulo 10, eu acho, no 9, a enquadrar o ato de não ir atrás de transar com mulheres casualmente. Como uma forma de apreciar os seus desejos e sentimentos por Naoko. Que me parece bem público, né, para um personagem tão desgarrada. Mas eu acho que aí a gente está vendo essa questão da construção da visão de amor do personagem, talvez. Das prioridades dele a longo prazo, né. A gente pode estar vendo isso. E por mais que, como eu falei no começo, a gente não tenha clareza de como ele vê ou se sente por essas mulheres. E o que tem de especial em Naoko. Mas a gente vê o personagem tentando ver as coisas e valorizar as coisas através da ótica de Naoko. Não da sua própria ótica, né. Eu acho que esse sexo casual é irrelevante. Mas a gente sabe que para as mulheres, tanto a namorada de Nagasawa como Naoko e Reiko. A gente sabe que isso não é tão trivial. Então é interessante ele buscar uma forma de se sentir feliz com isso. E isso está fazendo uma mudança, uma reflexão própria que é a favor do relacionamento que ele quer ter com Naoko, né. Então essas são minhas reflexões até agora desses temas principais no livro. Acho que é importante também ressaltar que, como a gente sabe, ele é muito aloof. Ele é muito desapegado e desinteressado em perseguir coisas. Até ele expressa um pouco a favor dele essa ideia de não ir atrás de mulher. Porque ir atrás de mulher dá trabalho. Tem que conversar, tem que escolher uma mulher que ele ache bonita. E ele acha que isso é trabalho demais. Isso eu acho que é true to character. Quando ele fala também que decidiu parar de fumar, porque ele se sente um pouco controlado. Tem um esforço, né. Midori fala sobre controle, mas é de fato um esforço de sair para comprar mais cigarro. E eu entendo esse aspecto dele. Eu acho que ele é bem verdadeiro consigo mesmo, mas é mais um aspecto de se auto-eliminar da própria história, né. Então ele se torna um coadjuvante da própria história, desde o suicídio de Kizuki.

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as mortes — do pai da Midori, dos colegas, dos suicídios que rondam o livro — não são episódicas. Elas criam uma atmosfera de inevitabilidade. O suicídio de Kizuki não é apenas o ponto de partida, mas também uma sombra que paira sobre todos os relacionamentos de Watanabe. O prólogo, com a floresta e o poço, já é um aviso de que Naoko caminha nessa direção, e que Watanabe vai carregar essa memória para sempre. Essa antecipação dá um peso trágico à leitura: o leitor sente que o romance não é “se” vai acontecer, mas “quando”.

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murakami consegue sim escrever sobre sexo e assuntos delicados de uma forma crua, direta e aparentemente sem julgamento. ao mesmo tempo ele evita conflitos entre personagens, tudo flui de forma eterea, e o sexo e os personagens feminimos de certa forma parecem estar ali para o autor projetar suas proprias fantasias

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A amizade com Nagasawa, os espelhos entre casais, a chance de repetir os mesmos erros… O livro insiste na repetição como armadilha: o suicídio gera mais suicídio, os triângulos se repetem, as tensões sexuais nunca se resolvem totalmente. Só que Watanabe tenta, aos poucos, quebrar isso (quando evita ir à casa da namorada de Nagasawa, por exemplo).

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trecho de audio

E assim, vendo dessa forma, ele repete o padrão de se eliminar da própria história por qualquer que seja o motivo, né? Claro que talvez a gente possa entender a morte de Kizuki como um grande marcador que faz ele gerar esse comportamento defensivo, né? Porque, obviamente, é traumático e o personagem não precisa dizer que é traumático pra gente entender. Mas, se ele usa pra se proteger e se eliminar, também, em algo ruim, né? Que alguém morreu, quando ele tá amando, ele também usa o mesmo mecanismo pra se eliminar um pouco. Então, de certa forma, eu acho que vejo uma coisa meio doentia. Claro que tem um... que bom, que eu acho que Naoko talvez é uma pessoa que faz ele ser mais ativo e buscar momentos onde ele é ativo, né? Ir ao encontro de Naoko é uma atividade, né? Não passiva. Ao contrário de conhecer Midoriyo, conhecer Nagasawa e esbarrar nas outras situações da vida dele, que são, de certa forma, passivas ou desinteressadas, né? Desde a roupa que ele usa até a faculdade que ele escolhe. Mas, aí a gente tem que ver que esse ir propositalmente em direção a Naoko também está simbolicamente relacionado com ir em direção a morte, né? Porque a gente tem a Norwegian Wood e a floresta como uma metáfora pra morte e pra o mundo do além, né? Então, a gente vê que talvez esse amor, que talvez como leitor eu não consigo compartilhar os sentimentos, entender os sentimentos do personagem, né? Mas, eu consigo entender como ele age. Só que aí também ele está agindo em direção a... em direção a morte, né? Como a gente sabe que muito provavelmente chutando aqui Naoko vai morrer, e eu não quero que você me dê spoiler, a gente talvez se pergunte se depois de tantas pessoas que perpassem a vida dele, ele também se mate, né? Ou se torne uma pessoa como Nagasawa, que ele também chega a negar esse tipo de caminho, né? Ativamente negando tanto a semelhança com Nagasawa, mas fica a ver quando ele sofrer as mortes de mais pessoas tão próximas, né? Fora isso também a gente tem um personagem praticamente sem família, né? Se ele narra telefonemas e cartas, a gente não vê isso acontecendo para a família. Então a gente vê um personagem extremamente isolado que busca se isolar mais, né? Pode ser um tema também o levantamento da insidiosidade do pensamento suicida, né? Não talvez como a vontade do autor de levantar essa bola de forma ativista, mas de falar sobre, que é um problema talvez maior no Japão, mas também isso talvez não importe para o autor, né? Bem, é isso. Stop!

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ch 11

Summary: Reiko visits Toru in Tokyo for one last night of music, talk, wine, and mutual consolation; they sleep together as a ritual of release, not romance. After she leaves to restart her life, Toru calls Midori and finally confesses love. She asks, “Where are you?” He stands in a phone booth, suddenly unsure—“Where, indeed, was I?”

Analysis: The ending is famously open. “Where are you?” is practical and metaphysical—can Toru locate himself in time, body, and choice? Reiko’s farewell acts as a benediction: accept brokenness, choose life anyway. The last image keeps the book resonating like a held chord.

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Big-picture themes (quick map)

Memory & Time: Music as trigger; the past is never past, but it shouldn’t be a prison.

Grief & Mental Health: Illness is not a plot device; it shapes tempo and ethics.

Sex & Intimacy: Physical closeness is meaningful but not a cure; consent, care, and timing matter.

Authenticity vs. Performance: Nagasawa’s success is a mask; Midori and Reiko model practical honesty.

Choice: Toru’s arc is the slow move from passivity to chosen attachment.

refs

https://www.litcharts.com/lit/norwegian-wood/chapter-1
https://www.supersummary.com/norwegian-wood/chapters-1-3-summary/
https://en.wikipedia.org/wiki/NorwegianWood(novel)

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